quarta-feira, 24 de agosto de 2022

IDEIAS

 


Esteve ontem no JN o terceiro colocado nas pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República apresentando as suas ideias/propostas para o que nomeou de “o dever da esperança”.

O projeto, que almeja em 15 anos fazer da escola pública a melhor do país e em 30 anos tornar o Brasil desenvolvido social e economicamente como Portugal de hoje, encontra um paradoxo na medida em que o candidato se compromete a não se aplicar à reeleição.

A tarefa é reconciliar o Brasil, apaziguando o clima de polarização, eliminando a maior ameaça à democracia que é o fracasso dela para o povo. Referindo-se a 2018 e apoiando-se em Einstein afirma que a ciência da insanidade é repetir as mesmas coisas esperando resultados diferentes.

Mudar o modelo de governança política. Desde a redemocratização que o “presidencialismo de coalizão” tornou o presidente um esconderijo para o pacto institucionalizado da corrupção e do fisiologismo. Dois presidentes foram caçados, um preso e o atual desmoralizado.

O caminho é pelo plebiscito programático, que é a discussão ampla de ideias para celebrar uma cumplicidade com o povo. Além disso, negociar com governadores e prefeitos um pacto que resolverá a falência dos estados e municípios, que devem à união R$600 bi.

Mudar o modelo econômico. Criar o programa de renda mínima como ferramenta da previdência social permanente com status constitucional e não mais como moeda eleitoreira.  A química para isso será a junção do BPC- Benefício de Pagamento Continuado, a Aposentadoria Rural, o Seguro Desemprego e todos os demais programas de transferência (Bolsa Família/Auxílio Brasil).

Para financiar o programa de renda mínima fixação de tributo sobre fortunas acima de R$20 milhões que alcança 58 mil brasileiros, na ordem de R$0,50 para cada R$100,00 de riqueza. Cada super rico vai pagar a vida digna para 821 brasileiros.

Resolver o martírio das queimadas criminosas corrigindo o equívoco histórico de gerações que migraram para a Amazônia e permaneceriam na terra somente com uma certidão que estavam desmatando. Zoneamento econômico ecológico para determinar onde pode e onde não pode desmatar. Treinamento e diversificação da atividade produtiva. Conscientização de que a mata vale mais em pé do que derrubada.

Agir contra o crime organizado. Implantar o que está legislado que é o Sistema Único e a Federalização da Segurança, com Inteligência, Tecnologia e Aparato nas seguintes figuras penais: facções criminosas, milícias, narcotráfico, contrabando de armas, lavagem de dinheiro e crimes do colarinho branco, responsabilizando o Governo Federal na investigação, prisão, representação ao MP, julgamento e aprisionamento.

Resolver o martírio das enchentes anuais. Mapear todas as áreas de risco e “subir o morro” com urbanização, drenagem, contenção de encostas e reformas de moradias. Existem 14 mil obras paradas que gerarão 5 milhões de empregos boa parte destas neste particular.

No discurso o candidato disse que nos últimos 11 anos o PIB cresceu 0,26% e nasceram no país mais 27 milhões de pessoas e que, em 15 anos, entrarão para a previdência social 50 milhões de aposentados sem garantias de recebimento do benefício.

Disse ainda que vai governar com quem o povo eleger (legislativo e executivo) negociando todas as medidas.

 

 

POST SCRIPTUM:

A última frase é que conta.

A ideia do imposto sobre grandes fortunas assemelha-se ao prêmio Nobel de Economia de 1981, James Tobin: 0,1% sobre as transações financeiras internacionais como forma de reduzir a especulação nos mercados financeiros. Propunha que as receitas desse imposto fossem utilizadas para financiar as Nações Unidas ou para ajudar o desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo. Este imposto, que nunca chegou a ser criado, ficou conhecido como Tobin Tax. 

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