sexta-feira, 24 de abril de 2026

BILHÕES

 


 

Notícia de hoje no Estadão:

Professora da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, Suzana Herculano-Houzel é uma das principais referências mundiais em neurociência. Seu trabalho revolucionou a área ao estabelecer, com precisão inédita, o número de neurônios do cérebro humano. São 86 bilhões - e não 100 bilhões como se acreditava.

Meus deuses, eu já não suporto tantas perdas ainda vem essa?

Eu sempre acreditei que tinha 100, agora acabo de perder 14. Bilhões.

Logo agora que eu preciso tanto de meus neurônios.

Se bem que, espere aí, eu já não vou precisar mesmo, quem sabe nem mesmo dos 14 que perdi (bilhões), primeiro porque estava longe de eu usá-los todos, nem a décima parte (claro), agora com a inteligência artificial...

Eba!!! Relaxei total.

Amebarei.


terça-feira, 7 de abril de 2026

PODER




O óbvio que escandaliza.

Executivos não quebram empresas. O protagonismo do desastre deve ser sempre entendido como dos acionistas.

Executivos não podem demitir acionistas. Acionistas demitem, e com que frequência, executivos.

Portanto.

Estou desde 1967 “rodando bolsinha” no mercado corporativo e já vi de tudo no board.

Como executivo, como professor de escolas de negócios, como consultor e como conselheiro.

No início sofri muito quando procurava contribuir e “os donos” não acatavam minhas ideias. A minha incompetência, inadequação de abordagem ou senso de oportunidade, que não foram poucas, jamais produziram um insucesso maior quando, no óbvio, a ação ficava sobre o poder discricionário daquele que “verdadeiramente manda”.

Daí minha tristeza. “O abismo é logo ali”, avisava. E o infeliz, ou a infeliz, mergulhava de cabeça.

Aos setenta e quatro anos permito-me refletir sobre a minha tristeza e fazer algo por ela. Reconhecer que há muito a aprender ainda para poder contribuir na construção, com os donos, de decisões que impliquem em melhores resultados.

Mesmo sabendo que nem sempre isto será de todo possível.

É óbvio.   

domingo, 5 de abril de 2026

OVOS

 


Quando criança ia à missa todo domingo, acreditando-me um garoto bom. Ou seria um bom garoto?

 

Não importa.

 

Aquela prática dizia de uma intenção dúbia entre demonstrar a quem tinha poder, Deus e minha mãe (não necessariamente nesta ordem) e uma outra razão, menos provável, eu era mesmo um bom garoto bom.

 

Não importa.

 

Deixei de frequentar igrejas, mais tarde inclusive as corporativas e políticas, por força de um episódio que relato aqui.

 

Domingo de Páscoa, igreja lotada, saindo fiéis por todos os lados. Hora da comunhão, pulo na frente da fila. Chega a minha vez e o padre divide a hóstia e me oferece a quarta minúscula parte.

 

Dalí em diante nunca mais acreditei em um corpo de Cristo construído por nós à nossa imagem e semelhança.

 

Achei melhor só tentar ser um bom garoto bom.

 

Feliz Páscoa!

 

Para ser bonzinho...