O óbvio que escandaliza.
Executivos não quebram
empresas. O protagonismo do desastre deve ser sempre entendido como dos
acionistas.
Executivos não podem demitir
acionistas. Acionistas demitem, e com que frequência, executivos.
Portanto.
Estou desde 1967 “rodando
bolsinha” no mercado corporativo e já vi de tudo no board.
Como executivo, como professor
de escolas de negócios, como consultor e como conselheiro.
No início sofri muito quando
procurava contribuir e “os donos” não acatavam minhas ideias. A minha
incompetência, inadequação de abordagem ou senso de oportunidade, que não foram
poucas, jamais produziram um insucesso maior quando, no óbvio, a ação ficava
sobre o poder discricionário daquele que “verdadeiramente manda”.
Daí minha tristeza. “O abismo
é logo ali”, avisava. E o infeliz, ou a infeliz, mergulhava de cabeça.
Aos setenta e quatro anos
permito-me refletir sobre a minha tristeza e fazer algo por ela. Reconhecer que
há muito a aprender ainda para poder contribuir na construção, com os donos, de
decisões que impliquem em melhores resultados.
Mesmo sabendo que nem sempre
isto será de todo possível.
É óbvio.

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