Quando criança ia à missa todo domingo, acreditando-me um garoto
bom. Ou seria um bom garoto?
Não
importa.
Aquela prática dizia de
uma intenção dúbia entre demonstrar a quem tinha poder, Deus e minha mãe (não
necessariamente nesta ordem) e uma outra razão, menos provável, eu era mesmo um
bom garoto bom.
Não
importa.
Deixei
de frequentar igrejas, mais tarde inclusive as corporativas e políticas, por
força de um episódio que relato aqui.
Domingo
de Páscoa, igreja lotada, saindo fiéis por todos os lados. Hora da
comunhão, pulo na frente da fila. Chega a minha vez e o padre divide a hóstia e
me oferece a quarta minúscula parte.
Dalí
em diante nunca mais acreditei em um corpo de Cristo construído por nós à nossa
imagem e semelhança.
Achei
melhor só tentar ser um bom garoto bom.
Feliz
Páscoa!
Para
ser bonzinho...
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