terça-feira, 21 de agosto de 2018

ORIFICIOS




Estou, desde quinta-feira, em João Pessoa visitando Bernardo e Alessandra, sua namorada. Namorada do meu filho, não de João Pessoa, para ser bem claro.

Na sexta fizemos um programa de índio: fomos ao encontro da natureza.

Exuberante, diga-se de passagem!

Estivemos em reserva da FUNAI em Barra do Rio Camaratuba, entre as cidades de Mataraca e Baía da Paixão, território da tribo Potiguara, a menos de 100km de JP.

À beira dessa maravilha (foto) vivem, em condições primitivas, Ronaldo, sua esposa Mariana e o filinho deles, Júlio.

Ela preparou um caldo de camarões, cozido - pasmem - com coco, uma das minhas paixões.

Pois foi Mariana que nos brindou com a receita para a preparação do prato dos deuses mais primitivos.
Só que ocorreu à partir daí um fato relevante de choque cultural. Deu-se o seguinte: Mariana fez também um pastel de queijo, e, perguntada por Alessandra porque ela não fazia o pastel de camarão, ela respondeu que fazia e se colocou a nos explicar como.

A coisa ia bem até que já no final da aula de gastronomia divina Mariana disse: “Eu deixo o óleo esquentar bastante, coloco o pastel com recheio seco, e quando ele desgruda do cu da panela eu viro ele”.

Eu, chocado: “ A senhora pode repetir essa parte?”
“Pois é, eu espero ele desgrudar do cuzinho da panela e viro...”

Não sei como suportei tamanha descoberta.