sexta-feira, 8 de maio de 2015

OITOCENTOSEMQUATRO



Há quatro anos atrás a rede recebeu mais um de Peixes.

Sonhadores, emotivos, muito receptivos, indecisos, sensuais, os piscianos podem ser considerados os mais maleáveis em todo o zodíaco, com todas as características, positivas ou negativas, que esta particularidade possa conferir.

Possuem personalidade sensível e impressionável, podendo chegar à instabilidade emocional.

São facilmente afetados por pessoas ou ambientes. Por esse motivo, têm facilidade para sentir o problema dos outros, "como se fosse seu", e às vezes, tendem a anular-se ou submeter-se a uma vontade mais firme que a sua.

Por outro lado, são muito inspirados, intuitivos e humanitários, sempre dando mostras de um profundo amor às pessoas.

Sua personalidade é bastante complexa, e ao mesmo tempo em que se abre para a vida, se fecha em seu mundo, evitando encarar a dura realidade cotidiana.

A generosidade e a justiça são suas grandes marcas.

Ligam-se com frequência a atividades místicas ou religiosas, interessam-se por cinema, música, artes em geral e, não raro, exercem atividades em instituições filantrópicas.

Uma qualidade: Bondade.

Um defeito: Pessimismo.

A rede, esse universo de escolhas, desde 08 de maio de 2011, convive a cada quarenta e três horas e vinte e três minutos (em média) com um rebento de minhas inquietações mais profundas, de meus afetos mais generosos, minhas indignações, esperanças, tolices, pré e conceitos, idiossincrasias, manias, trejeitos, nuances, fobias, genialidade, ignoranças, expectativas...

Minha vida melhorou muito depois que decidi sair do armário, abrir minhas gavetas, sair-me para fora, deixar rolar de mim tudo, escancarada e deliberadamente. Pudesse, a cada hora eu me viraria um post. Descensuradamente.

Decidi chutar literalmente o balde, o pau-da-barraca, fazendo sessenta anos a dez anos de me tornar inimputável, não tendo que provar mais nada a ninguém nem a mim mesmo, querendo só amar só amar só amar meus netos, o meu futuro, a minha vida.

Sem um pingo de seriedade, repleto de profundidade por opção ao humor, jamais à ironia mórbida, simples, sem compromissos com nenhuma ortodoxia gramatical, estilística, de gênero, assim do jeito que pulsa e esgota nas pontas que dedilham todas as letras, disformemente às vezes na construção de palavras outras.

Sem holofotes, nem prêmios, nem patrocinadores. Sem crítica, pouquíssimos comentários, apenas pelo prazer de falar-se, sob um olhar a tudo.

Escrevi em todos os lugares por onde andei e em todas as horas. Banheiros de bares públicos e privados, ônibus de turismo, aviões, quartos de hotéis, restaurantes, durante reuniões de trabalho e em intervalos destas, em saguões de espera em aeroportos, freneticamente sempre em uma dimensão de forma que fosse suficiente para dar conta da ideia que fluía. Em minhas casas, em casas de outros.

Pela manhã, à tarde, à noite e pelas madrugadas.

Postei.




Até breve.

8 comentários:

  1. Parabéns! Que você continue sendo esse poeta, apreendendo o mundo e traduzindo-o em palavras... Bravo!

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  2. Desejos são como sonhos?! Parabéns!

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    1. São semelhantes: o desejo é leve, fresco e frutado, mas também pode vir encorpado e complexo, madurecido, intenso e untuoso; os sonhos são perfumados com aromas florais, como flor de laranjeira, jasmim, gerânios, rosas, também aparecem notas de ervas e de especiarias. Podem lembrar ainda a cassis, especiarias, tabaco, cacau, tostados, etc. Muito obrigado pela provocação.

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  3. "Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa,mas é a da vida. O mais difícil nao é um ser bom e proceder honesto,dificultoso mesmo,é um saber definido o que quer,e ter o poder de ir até o rabo da palavra." (G.R.)

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    1. Toda vez que vem o Rosa abre uma vereda. Brigado.

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  4. Adoro seu blog! Parabéns!!

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