sexta-feira, 31 de julho de 2015

POLÍTICA





Fui desperto na madrugada de hoje por uma ideia estapafúrdia. Ou terá sido uma ilusão, mais um delírio, quem sabe uma quimera? O tempo dirá, como sempre.

Trata-se do seguinte: um burocrata lotado em um dos gabinetes da Casa Civil da Presidência da República, em Brasília, esqueceu-se de desligar o seu laptop e a iluminação vinda do aparelho, altas horas da noite quando o expediente republicano já havia se encerrado, despertou a vigilância do Palácio do Planalto que foi àquele escritório para averiguações.

Imaginei que o vigia responsável pela batida, deparou-se com a máquina ligada. Aproximou-se, não sem receios, e leu o que estava estampado na tela. Meu post publicado em 26 de outubro de 2014 com o título ÚLTIMACARTA.

Ali eu recomendava à recém-eleita Presidenta, uma série de ações estratégicas que pautassem o início de seu segundo mandato. “Que idiota!” Foi a reação do vigia depois de concluir a leitura do meu post e desligar, na tomada, a luz que semi-iluminava o ambiente.

Torci, nos meus devaneios madrugada de hoje, para que ao desligar a máquina o vigia possa ter contribuído para que o burocrata, ao retornar na manhã seguinte para o trabalho, não tenha encontrado na tela o meu post e, claro, dada a importância do texto, ter se esquecido dele definitivamente.

Ocorre que no post eu recomendo que a Presidenta faça uma reunião com os governadores, protagonistas chaves do meu plano estratégico recomendado.

Veja leitor como funcionam as mentes delirantes: foi aí que eu me lembrei de um filme muito usado em programas de desenvolvimento de executivos aplicados no milênio passado.

Os meus colegas contemporâneos, provavelmente hoje trajando pijamas e chinelos e levando seus netos à universidade, vão se lembrar do filme. Desenho animado, de umas figuras de bolinhas e quadradinhos que se movimentavam umas entre as outras, dando a conotação de como funcionam as equipes de trabalho, a formação de opiniões na comunidade e, também, o surgimento de líderes.

Em dada sequência, uma das bolinhas começa a circular em torno de quadradinhos e vai remodelando a figura até que aqueles, antes quadradinhos, tornam-se também bolinhas. E outras, agora bolinhas antes quadradinhos, seguem a mesma tarefa daquela que tinha iniciado o processo até que, de repente, uma bolinha-convertida, como se percebesse, se “rebela” e volta a ser quadradinho e repete a mesma ação da bolinha-inicial, remodelando as bolinhas-convertidas e tornando-as novamente quadradinhos. 

O que fazem as bolinhas-convertidas que se rebelam e voltam a ser quadradinhos? Juntam-se e vão ao encalço da bolinha-inicial e a massacram, literalmente.

Não sei se deu prá entender, mas é mais ou menos assim.

Qualquer semelhança com episódios recentes da cena nacional terá sido mera especulação de uma mente delirante. Cunha e bolinha-inicial parecem figuras muito próximas.

Na reunião de ontem, entre Presidenta e Governadores, um dos temas foi a escassez de vagas nas presidenciárias, me perdoem, penitenciárias.

Agora posso voltar a dormir.

Como um idiota, claro.


Até breve.

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