sábado, 10 de outubro de 2015

DDV



Perdoem-me, eu sou mesmo uma puta, mas juro, um dia eu largo essa vida.

É que volto à perversidade de um olhar profano, recorrente, repetitivo.

Um sujeito (médico) mata a esposa com sete tiros e, por força de suas condições financeiras, faz rolar o julgamento por quinze anos. Julgado, definitivamente, é apenado em quinze anos de cadeia, mas segue em liberdade.

O advogado de defesa impetra recurso sob a tese de que a vítima tinha elementos para reagir à ação do criminoso.

Estou para cunhar uma sigla: DDV. Ditadura Democrática da Vilania.

Sob o engodo manto da liberdade e do direito institucional o que de fato nos controla é a Vilania.

Quem hoje ocupa as últimas instâncias da estrutura democrática, em todos os seus níveis, está subjudice. A Presidência da República, do Congresso Nacional, da Câmara Federal, membros do TCU, da Prefeitura, do governo de Estado, da CBF, do BNDES, da Petrobrás, do clube, da escola, do DCE, do Sindicato, da Associação, da... do...

Sob o signo da vulnerabilidade o poder se dá por uma complexa teia de barganhas que é financiada por recursos expropriados da população de diferentes formas e embustes.

Impostos e tachas (assim mesmo, com ch).

Sangria dilacerante de todos os sonhos de futuro de milhões de pessoas que constroem, pela via do trabalho, riquezas reais e sobre elas pagam para terem como contrapartida serviços. Entre os essenciais: saúde, educação e segurança.

A Vilania é a regra do jogo manipulada por verdades secretas. Ditadura inoculante e cancerígena que ultrapassa décadas. O inimigo não é só um sujeito físico, ele é agente da manifestação objetiva da Democracia compartilhada com aqueles que com ela se identificam.

Sangue impuro. Somente uma transfusão integral, quem sabe, salve o endêmico.

Uma subversão que unisse as pessoas de Bem. E onde elas se encontram? Gritam, esbravejam, indignam-se, denunciam, reagem, recorrem, lutam em diferentes instâncias, mas, desgraçadamente desorganizados, são anticorpos risíveis e miseravelmente fragilizados no seu intuito soberano de recuperar o tecido social.

Amanhã recebo os meus netos em nossa casa de Santa Luzia. Vêm também outras crianças da família e de amigos.

A ideia utópica é investir na Esperança.



Até breve.

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